Ultimamente, o Opeth estava sendo visto com certo receio pelos fãs (mais extremistas, obviamente!), seja por ter assinado com a Roadrunner (em 2005) e portanto, uma maior exposição da banda na cena, seja pelas saídas do fantástico baterista Martin Lopez e de um dos membros fundadores, o exímio guitarrista Peter Lindgren. Contudo, esse receio será certamente esquecido após a audição desse novo álbum.
Watershed traz o melhor do Opeth: riffs poderosíssimos, belos solos, um Death Metal agressivo juntamente com elementos mais melódicos e progressivos, letras melancólicas e, primordialmente, um Mikael Åkerfeldt afiadíssimo e incrivelmente criativo. Mas não é ’só’; o novo trabalho ainda traz excelentes surpresas: Fredrik Åkesson (guitarra) e Martin Axenrot (bateria) substituem seus antecessores à altura e o talentosíssimo tecladista Per Wiberg é definitivamente efetivado na banda.
O fato é que o Opeth nos brinda com mais uma obra-prima, e Watershed é, desde já, o álbum a ser batido em 2008.
Obs.: Não destaquei música alguma nessa pequena review porque, além de ser uma tarefa ingrata, é impossível. Todas as sete faixas são sublimes. Farei apenas dois adendos: I) a cantora folk Nathalie Lorichs faz uma participação notável na música Coil; II) O trabalho de Per Wiberg é impressionante por todo o disco, mas principalmente em Burden, onde tem uma performance digna dos grandes nomes do Rock Progressivo dos anos 70.
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